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Ilha pode não ser última solução da administração do empreendimento para travar a erosão. TEMAS: Ambiente A posição da administração de Vale do Lobo é, neste momento, a de «encontrar uma solução técnica com carácter definitivo para o desaparecimento da praia de Vale do Lobo, situação que se agrava dia para dia e que se trata afinal de um problema causado pelo Estado», disse ao «barlavento» a porta-voz do empreendimento Alda Filipe.
O resort argumenta que a construção dos molhes da Marina de Vilamoura, sem a adopção de quaisquer medidas técnicas que colmatassem o seu efeito, potenciou a erosão daquela faixa costeira. «Este erro foi por diversas vezes admitido pela CCDRA», sustenta Alda Filipe.
Para colmatar o problema, o Governo financiou, em 1998, 50 por cento de uma operação de assoreamento artificial da praia, tendo o empreendimento e os proprietários suportado o remanescente.
Em 2006, o Grupo de Empresas de Vale do Lobo e os proprietários do resort foram obrigados a proceder a novo reenchimento da praia, mas desta vez, sem a ajuda do Estado, tiveram de suportar a totalidade dos custos da operação, cerca de 2 milhões de euros.
Alda Filipe recorda que estas medidas não passaram de soluções temporárias, pelo que o projecto de construção da ilha «surge da necessidade de encontrar uma solução mais duradoura para colmatar o problema do avanço do mar», justifica.
Adianta, porém que o projecto poderá ser moldado às expectativas do Governo. «Acreditamos que a ilha poderá resolver o problema, mas não quer dizer que a solução final passe por ela», diz.
Em declarações ao «Público», o novo administrador de Vale do lobo Diogo Gaspar Ferreira argumentou que «solução da ilha já foi utilizada noutros locais, com resultados muito satisfatórios» e, sobre as consequências do projecto noutras zonas da costa, garantiu que, de acordo com os dados técnicos em poder da empresa, «a primeira análise é de que o projecto não terá consequências negativas na península do Ancão».
10 de Fevereiro de 2007 | 09:31
joão tiago
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