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O deputado e líder do PSD/Algarve Mendes Bota exigiu hoje a suspensão da nova marca Allgarve, apresentada sexta-feira pelo ministro da Economia, que diz ser uma "ofensa" para o povo algarvio, até que se redefina outra designação. TEMAS: Turismo O programa de valorização turística algarvio, que integra a nova marca Allgarve e tem três milhões de euros para animação e promoção, foi apresentado por Manuel Pinho na inauguração da feira "Algarve Convida", em Lisboa.
Em comunicado, Mendes Bota classifica a criação da marca como "mais um atentado do poder central contra a região" e diz que há muitas décadas que a marca Algarve está consolidada no mercado.
"Proceder a esta alteração só poderá servir para destruir um 'brand name' que, a par do vinho do Porto, é dos poucos de que Portugal se pode orgulhar à escala mundial", afirma o social-democrata.
Apesar de reconhecer mérito no conteúdo da campanha promocional, Mendes Bota rejeita veementemente o título Allgarve, que considera tratar-se de "mais uma descaracterização cultural da região" e uma manifestação de "péssimo gosto" e "falta de bom senso".
Ainda mais, acrescenta, quando é apresentada por um ministro que, depois de "colocar em risco o Algarve às mãos dos magnatas do petróleo", se permite "derramar dinheiro a brincar com o nome do Algarve e dos algarvios", que passarão a chamar-se "all-garvios".
Mendes Bota pediu ainda a todos os autarcas do PSD representados na Região de Turismo do Algarve (RTA) que convoquem uma reunião daquele órgão para repudiar a campanha e recusar colaborar com ela, até que seja reposta a "dignidade" e o "respeito" pelo nome da região.
O programa apresentado por Manuel Pinho advém de investimentos da responsabilidade do Turismo de Portugal e destina-se a concretizar um conjunto de eventos de diversas áreas com o objectivo de "oferecer experiências marcantes em vários domínios" aos visitantes.
Por isso, a opção pela marca Allgarve, reflectindo diversidade, glamour e credibilidade, é acompanhada do slogan "experiências que marcam", num programa que vai prolongar-se, pelo menos, por três anos, como garantiram os responsáveis governamentais do sector.
17 de Março de 2007 | 14:07
agência lusa
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