|
O mar e as suas gentes são o tema do V Simpósio Internacional de Escultura, que reúne, na Zona Ribeirinha de Portimão, sete escultores das sete partidas do mundo. Vieram de Cuba, Canadá, Turquia, Bulgária, Espanha e de Portugal para mostrar, até domingo, dia 3 de Junho, a arte de esculpir a pedra. «É a primeira vez que estou em Portimão e sinto-me em casa, sou de Izmir», contou ao «barlavento» Varol Topaç, escultor turco.
A simpatia que sente por Portimão deve-se ao facto da sua cidade natal, Izmir (Turquia) se situar à beira do Mar Egeu e ter o segundo maior porto daquele país.
Até dia 3, Varol Topaç irá esculpir em mármore um sol. «Escolhi o sol porque, na minha cultura, na civilização da Anatólia, e noutras também, sol simboliza energia, vida e paz. É isso que quero transmitir», contou o artista.
Além de pretender promover um contacto diferente entre o público e a escultura, o Simpósio é também um momento de intercâmbio cultural, de troca de experiências e conhecimentos entre artistas.
Da Bulgária, veio o artista Petre Petrov, também um debutante no Simpósio de Escultura. Ainda não decidiu o nome da sua peça, apenas se inspirou no material que tinha em mãos.
«Ainda não decidiu o nome da escultura. Tive várias ideias. Tinha nas mãos uma pedra em bruto e decidi fazer esta escultura sem título. Inspirei-me na pedra bruta», confessou ao «barlavento».
Trabalhar ao ar livre, à beira do Rio Arade, é uma forma de permitir ao público ver todo o processo de criação de uma peça de arte em escultura.
«Acho que é muito boa ideia trabalhar ao ar livre, já que as pessoas podem ver como os artistas trabalham e criam. Ver como tocam na pedra. As pessoas aqui são muito queridas, vêm ao pé de nós e fazem-nos perguntas. No estúdio é tudo fechado, aqui as pessoas podem ver todo o processo, desde o início até ao fim da peça», referiu o escultor búlgaro.
«Trabalhar num espaço público e dar possibilidade ao visitante de assistir ao processo de criação de uma obra de arte é precisamente a ideia do Simpósio», explicou Arlindo Arez, escultor e membro da Cuneo-Sularte, associação cultural, que com o apoio da Câmara de Portimão, organizou o evento.
«Quando vemos uma peça num museu, por exemplo, não temos noção de como foi feita. A ideia é também despertar para as artes contemporâneas», acrescentou o escultor Arlindo Arez.
O público poderá ver, falar e conhecer o trabalho destes escultores que vão estar na Zona Ribeirinha de Portimão, junto à antiga lota, até domingo, dia 3 de Junho.
1 de Junho de 2007 | 09:00
mara dionísio
|