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A Assembleia Municipal de Aljezur, reunida em sessão ordinária a 29 de Junho, manifestou o seu «repúdio» pela autorização concedida para introdução de OGM no Algarve e a sua «preocupação relativamente à contaminação que inevitavelmente acontecerá nos campos de milho do Algarve». Na sua decisão, a AM de Aljezur recorda que, em reunião ordinária realizada a 29 de Abril de 2005, tinha sido aprovada «por unanimidade» para a área do Concelho de Aljezur, a proibição do cultivo de plantas geneticamente modificadas.
«Outras Assembleias Municipais aprovaram posições semelhantes, nomeadamente a Assembleia Municipal de Silves. A AMAL aprovou posição semelhante para todo o Algarve», acrescenta a AM aljezurense.
No entanto, «recentemente, foi autorizado o cultivo de milho transgénico numa exploração agrícola do Algarve, [situada no concelho de Silves] contrariando a posição assumida pela maioria das autarquias do Algarve».
«Desta forma, o poder central do Estado manifestou desprezo pelos órgãos eleitos democraticamente nesta região e impõe a presença de organismos geneticamente modificados, sem explicar os riscos associados a este cultivo em campo aberto, nomeadamente, sobre a contaminação de parcelas vizinhas já demonstrado em ensaios realizados em Portugal», acrescenta a nota da Assembleia Municipal de Aljezur.
2 de Julho de 2007 | 13:26
barlavento
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