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O Klube K abriu há nove anos sem qualquer tipo de licenciamento, tendo funcionado ilegal até 2003, ano em que a Câmara de Loulé pressionou para a regularização da situação. A licença de utilização, porém, estava ferida de mais uma ilegalidade por estar emitida a uma empresa que não a Kapa Invest, que é quem de facto explora o espaço, verificou no ano passado a GNR, na sequência de uma operação de fiscalização.
O Kasablanca abriu, por seu lado, em 2006, no espaço do antigo Café Solo, sem qualquer licença de utilização e mesmo sem a vistoria da Câmara aos trabalhos de adaptação do edifício. O próprio alvará diz respeito a um restaurante e não a uma discoteca, como actualmente funciona.
Ao longo destes anos, a GNR de Vilamoura tem levantado dezenas de autos de contra-ordenações, seja referentes ao ruído, seja relativos ao não envio de folhas do livro de reclamações para as entidades competentes, ou até mesmo por falta de informação sobre lotação e sobre consumo mínimo.
Em 2006, depois de não ter obtido respostas da Câmara de Loulé às reclamações que continuavam a chegar ao posto, os militares da GNR decidiram apertar a fiscalização e ordenaram a cessação imediata do ruído em excesso, o que acabou por levar a que fosse emitida uma ameaça de punição por crime de desobediência.
As queixas continuaram a chegar ao posto, inclusivamente de clientes que se disseram vítimas de agressão por parte dos porteiros, sobre quem recaem processos crime no Tribunal de Loulé.
Ainda assim, a Kapa Invest contestou da ordem ao Governo Civil, acusando os responsáveis daquela força militar de «abuso de poder», chegando a exigir uma indemnização pelos danos causados na imagem do estabelecimento.
Semanas depois, no ano passado, a ASAE ordenava a suspensão da actividade dos dois locais, na sequência de uma inspecção surpresa que identificou falta de condições de higiene. O gerente do espaço Paulo Dâmaso chegou a ser detido por desrespeitar a ordem.
Dentro do parque ambiental de Vilamoura
O Klube K e o Kasablanca estão paredes meias com o já abandonado Centro de Estudos da Natureza e do Ambiente de Vilamoura, que servia de porta de entrada para o Parque Ambiental de Vilamoura.
Até há pouco tempo, era possível ver naquele local uma placa pedindo silêncio por nos encontrarmos no referido parque, justificando o pedido com a existência de fauna sensível.
A placa hoje está 300 metros mais a Sul e a Lusort, a proprietária do imóvel que ora empurra responsabilidades para a discoteca Kadok (que já fechou o seu espaço exterior precisamente pelas reclamações pelo ruído), ora promete tentar resolver a situação, garante, em cartas de resposta às reclamações de Sally Sykes, que as discotecas não afectam as aves que se encontram mais a Sul.
Esperar meia hora por uma factura
«Uma factura? Pode ser que lhe consigam arranjar no bar». O porteiro respondeu assim à solicitação de uma factura dos 25 euros de consumo mínimo que acabara de cobrar à porta ao jornalista do «barlavento».
Tendo como único comprovativo do pagamento cinco senhas de cinco euros sem valor fiscal, a solução foi esperar no balcão, advertindo consecutivamente para a necessidade de fornecer o documento.
Ao fim de meia hora, lá alguém trouxe um livro de facturas manuscrito e forneceu o documento. A registadora nem sequer emitia recibo com validade fiscal…
10 de Agosto de 2007 | 15:02
joão tiago
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