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O dirigente do Bloco de Esquerda (BE) Miguel Portas entende que a produção de alimentos transgénicos representa «um problema de saúde pública» e entende que o Governo deve aplicar «o princípio da precaução». TEMAS: Saúde, Ambiente Falando em Tavira, durante um comício do BE, Portas citou o exemplo do Governo alemão, «que proibiu a produção de milho transgénico depois de já ter dado autorização para a sua plantação, já que estudos provaram que a variedade produzida reduzia a imunidade dos rins e do fígado».
Aludindo ao caso de Silves, quando na passada sexta-feira uma centena de manifestantes destruiu dois hectares de milho transgénico, Miguel Portas considera que o centro do problema não está na acção perpetrada, mas «no desconhecimento do problema».
«A maioria da população portuguesa não sabe o que são organismos geneticamente modificados (OGM), nem sabe que os mesmos são produzidos por multinacionais cujo objectivo último é o lucro», sintetizou o dirigente do BE.
Entretanto, o proprietário da herdade de Silves, onde activistas destruíram parte de uma cultura de milho transgénico, vai esta segunda-feira apresentar queixa às autoridades contra os elementos que participaram na acção.
Segundo disse à Lusa Luís Grifo, que presenciou a acção e presta assistência técnica a culturas de cereais, o dono do campo, José Menezes, formaliza hoje no posto de GNR de Silves a queixa contra os responsáveis pelos danos causados.
«Vamos também ver a área para avaliar com maior precisão os estragos», disse, acrescentando ter compilado as notícias veiculadas pela Imprensa e as fotos dos carros em que os activistas se fizeram transportar, na sua maioria de matrícula estrangeira.
Os membros do movimento contra os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) denominado «Verde Eufémia», que participaram na acção, incorrem numa pena de multa ou prisão até três anos.
20 de Agosto de 2007 | 11:43
Filipe Antunes
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