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CAP considera destruição de campo de milho transgénico um «acto de puro vandalismo»

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Activistas cortam milho transgénico na Herdade da Lameira, Silves

A Confederação de Agricultores de Portugal (CAP) considerou um «acto de puro vandalismo» a destruição de um hectare de um campo de milho transgénico na Herdade da Lameira, em Silves.

A acção foi levada a cabo na passada sexta-feira por um grupo anti-Organismos Geneticamente Modificados (OGM) que se auto-intitula «Verde Eufémia» e deverá levar à instrução de um processo-crime contra os que nela participaram.

A CAP, num comunicado enviado esta segunda-feira às redacções, manifestou ainda solidariedade para com o agricultor lesado.

Para a confederação, é «grave que, num Estado de Direito, ainda se permita a pratica deste tipo de acções com total impunidade».

«Consideramos inaceitável a forma como as forças de segurança assistiram à actuação de um grupo de indivíduos, na sua maioria estrangeiros, que pura e simplesmente destruíram o património de um agricultor português, numa atitude clara e ostensiva de desrespeito pela propriedade privada», considerou a CAP.

Tendo isto em conta, exigiu que o Ministério da Administração Interna, «numa situação como esta, em que a polícia assistiu à prática de acções em flagrante delito, actue de acordo com a sua gravidade».

A confederação de agricultores questionou, por outro lado, se a actuação das forças de segurança seria idêntica se uma acção semelhante fosse perpetrada num outro espaço privado, como o interior «de um centro comercial ou de um banco».

«A utilização de Organismos Geneticamente Modificados na actividade agrícola está perfeitamente enquadrada em termos jurídicos no espaço europeu e, portanto, também em Portugal, constituindo uma nova tecnologia de produção posta à disposição dos agricultores europeus cuja utilização é perfeitamente permitida», lembrou a organização de agricultores.

A CAP assegurou que todas as variedades de OGM que se podem utilizar na União Europeia são testadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, «que garante assim que estas não constituem uma ameaça quer em termos ambientais, quer em termos de saúde humana e animal».

Assim, querem ver as responsabilidades por este acto apuradas e que o agricultor lesado seja indemnizado pelas perdas que sofreu.

20 de Agosto de 2007 | 16:37
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