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A Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) condenou hoje a destruição de parte de uma seara de milho transgénico em Silves, considerando o acto "extremamente grave" e um precedente "perigoso". TEMAS: Ambiente Em comunicado, a ANPROMIS recorda que no espaço da União Europeia a legislação nacional sobre cultivo de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) foi das primeiras a entrar em vigor e sublinha que é das "mais exigentes", por prever regras rigorosas no que respeita à coexistência de culturas.
"Os novos desafios que se colocam aos agricultores não podem ser inviabilizados pelo fundamentalismo de um pequeno grupo de pessoas que sob argumentos totalmente demagógicos colocam em causa o que está exaustivamente testado pela comunidade científica", referem.
Os produtores nacionais de milho consideram "inadmissível" a “invasão” e “vandalização” das suas propriedades e culturas e manifestam a sua solidariedade com o agricultor lesado.
Numa visita à Herdade da Lameira, onde sexta-feira se registou o incidente, para observar os estragos, o ministro da Agricultura prometeu apoio jurídico ao produtor e avaliou os prejuízos em cerca de 3.900 euros.
Jaime Silva disse também querer que os danos causados sejam pagos pelos responsáveis pela acção - o movimento anti-transgénicos "Verde Eufémia", que se escuda no direito à manifestação para justificar o acto.
O proprietário, José Menezes, já apresentou queixa na GNR de Silves, que dispõe dos elementos para avançar com um processo-crime, uma vez que procedeu à identificação dos líderes da acção que resultou na destruição de cerca de um hectare de milho.
21 de Agosto de 2007 | 15:02
agência lusa
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