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Nos últimos dias andou nas bocas do mundo o caso da destruição de milho transgénico numa exploração agrícola perto de Silves, por um grupo de activistas anti-OGM. TEMAS: Ambiente O caso teve para já uma virtude: a de trazer para a discussão pública as eventuais vantagens e malefícios dos organismos geneticamente modificados.
Não sei se os OGM são bons ou maus para a saúde, embora tenha sérias dúvidas e procure, por isso, nunca comprar alimentos que os contenham.
É uma medida de precaução, como a que vem consagrada na lei portuguesa que regula estas culturas mas que, pelos vistos, ninguém se preocupa em aplicar.
É, por isso, curiosa uma das afirmações do ministro da Agricultura que tão prontamente visitou a Herdade da Lameira, onde a destruição ocorreu.
Jaime Silva disse que a legislação portuguesa é óptima, sobretudo quando comparada com a legislação de Espanha.
Mas porque nos havemos nós de comparar com os maus exemplos? Para dizer que, apesar de tudo, até somos bonzinhos? Porque não compara o ministro o caso português com as legislações mais restritivas de outros países da mesma União Europeia?
Quanto aos activistas, a sua iniciativa poderá ter chamado a atenção para os OGM, mas prestou um mau serviço ao movimento ambientalista sério e responsável.
O direito a protestar é inviolável, mas há que ter em conta outros direitos, como o do agricultor a colher o fruto do seu esforço e do seu investimento.
Moral da história: no meio de tudo isto, quem se lixou foi o agricultor, a quem a GNR não defendeu o milho e agora pouco mais receberá do que apoio moral, apesar das promessas.
Os activistas, dizem, terão que responder em tribunal pela destruição.
Conhecendo a lentidão da justiça portuguesa, quando será o agricultor ressarcido dos prejuízos?
23 de Agosto de 2007 | 11:02
elisabete rodrigues
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