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O PSD/Algarve acusou o ministro da Agricultura de ter “sabotado” a legislação a favor das zonas livres de transgénicos, permitindo que a lei não seja aplicada caso um agricultor decida plantar produtos geneticamente modificados. TEMAS: Agricultura, Ambiente "O PSD/Algarve não pode deixar de acusar este ministro da Agricultura de ser o principal responsável pela publicação da Portaria 904/2006, a qual sabotou a legislação a favor das zonas livres de transgénicos, ao permitir que estas não sejam aplicáveis, bastando um único agricultor a elas se opor", lê-se num comunicado enviado à comunicação social.
Apesar do PSD/Algarve estar contra a cultura de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), "por os considerar potencialmente perigosos para a espécie humana", repudia, no entanto, a recente destruição de uma plantação de milho transgénico no município de Silves.
Classificando como um "bando de auto-intitulados ecologistas", os responsáveis pela "acção delinquente" de destruir cerca de um hectare de milheiral, o PSD/Algarve considera que o movimento Verde Eufémia tinha "formas democraticamente mais adequadas de manifestação e de alerta perante esta problemática".
"O movimento "Verde Eufémia prestou um péssimo serviço à causa dos ambientalistas e ecologistas, cuja esmagadora maioria são pessoas moderadas, que não se confundem com estas formas irresponsáveis de protesto", afirma o PSD/Algarve.
No documento intitulado "Transgénicos - uma sucessão de disparates", a Comissão Distrital do PSD/Algarve critica também a "postura política arrogante" do ministro da Agricultura, Jaime Silva" por ter decretado apoio jurídico ilegal ao agricultor lesado.
"Do alto da sua ignorância, o Ministro da Agricultura desconheceu estar perante um crime, cuja investigação compete ao Ministério Público, não necessitando o agricultor, nem de advogado, nem de aconselhamento jurídico para nada", lê-se também na nota de imprensa.
As críticas do PSD/Algarve são também disparadas para a actuação da GNR que caracteriza de "branda" e "estranha passividade".
"(…) Com estranha passividade, [a GNR] assistiu à destruição do milheiral, limitando-se a umas poucas identificações, para posterior averiguação. O país assistiu a uma invasão de propriedade privada, e as forças da autoridade testemunharam a destruição de uma cultura, ao arrepio de todas as leis".
O PSD/Algarve indica ainda que tem participado activamente na aprovação de inúmeras resoluções por parte das Assembleias Municipais, declarando Municípios do Algarve como zonas livres de transgénicos.
24 de Agosto de 2007 | 08:56
agência lusa
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