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O banqueiro António Guerreiro e o empresário Vasco Pereira Coutinho vão financiar as obras de restauro da Sé de Silves, revelou ao «barlavento» uma fonte do gabinete de imprensa da Câmara local. Para dar início a este processo, que passa pelo mecenato cultural, ontem, quarta-feira, a secretária de Estado da Cultura Paula Fernandes dos Santos visitou a Sé, para avaliar no local o estado de degradação deste edifício que até é monumento nacional.
Devido ao perigo de derrocada, desde há dois anos que a nave central e as duas naves laterais do templo estão encerradas, enquanto o Estado tem vindo a adiar a intervenção que deverá custar perto de 400 mil euros, alegando dificuldades de orçamento.
Para ultrapassar este impasse, que põe em causa a segurança de um dos monumentos mais visitados do Algarve, os dois empresários resolveram avançar com o dinheiro para as obras de conservação e restauro necessárias, provavelmente ao abrigo da Lei do Mecenato.
Para isso, em breve será assinado um protocolo entre os dois mecenas e o Ministério da Cultura.
Na inauguração do Museu de Portimão, a autarca silvense Isabel Soares aproveitou para falar com o ministro da Cultura Pinto Ribeiro sobre o assunto, tendo o governante revelado que os contactos com os dois mecenas estavam «em fase adiantada».
Desde 2005 que Isabel Soares vinha alertando o Ministério para o estado de degradação do monumento, tendo sido este organismo governamental a sugerir-lhe o contacto com eventuais mecenas.
Dos vários contactos feitos, a autarca acabou por receber duas respostas positivas.
Quanto à razão do interesse dos dois empresários pela sorte da Sé de Silves, a verdade é que António Guerreiro, dono do Banco Finantia, nasceu em S. Bartolomeu de Messines, enquanto Vasco Pereira Coutinho é proprietário da Quinta de Mata-Mouros, à beira do Arade e a curta distância da cidade de Silves, bem como de extensas áreas de terreno nas margens do rio.
29 de Maio de 2008 | 14:26
elisabete rodrigues
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