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A CDU de Silves vai pedir esclarecimentos à Câmara desta cidade sobre os atrasos na conclusão do Polis. «Queremos saber quais são os prazos e quais as razões para a rescisão com a empresa que trabalhava na requalificação do Centro Histórico. Saber se foi por falta de resposta da Câmara ou se foi o empreiteiro que desistiu», disse Manuel Ramos, vereador eleito pela CDU, na terça-feira passada, numa conferência de imprensa que teve lugar na Rua da Arrochela, em pleno centro histórico.
A escolha desta rua não foi um acaso, pois é aqui que se encontra uma das obras inacabadas. O vereador acha incompreensível a situação da obra que viria a ser o Museu da Arrochela, em que, além da construção estar ao abandono, existem «sumidores de águas pluviais ligados a esgotos, o que provoca um cheiro insuportável no Verão. Os moradores queixam-se, mas não há explicações da parte da Câmara».
Tudo começou em 2002, quando foi lançado o Programa Polis que visava a requalificação da cidade de Silves. Dezembro de 2005 seria a data prevista para a conclusão das obras de revitalização.
«Sem fim à vista, o Polis foi adiado por mais dois anos e, se tudo correr bem, em 2010, teremos as obras concluídas», acrescentou o vereador comunista, considerando que os atrasos estão ligados à má gestão dos prazos, falta de financiamento, má planificação e contratualização de empresas que não deram garantias suficientes para respeitar prazos.
No entanto, o Museu da Arrochela não é caso único dos problemas do Polis. Manuel Ramos referiu ainda como exemplos o Teatro Mascarenhas Gregório e a zona envolvente à Cruz de Portugal.
Quanto ao Castelo de Silves, que continua em obras, «esta deveria ter sido uma das primeiras intervenções a levar a cabo, pois todos sabem que existem vestígios arqueológicos, devendo ter havido um estudo prévio».
A CDU vai, assim, pedir a realização de uma Assembleia Municipal Extraordinária, com a participação de Teresa de Jesus, coordenadora do Polis em Silves, para que seja feito o ponto da situação.
Mário Godinho, presidente da Junta de Freguesia, também eleito pela CDU, referiu também que existem graves problemas no acesso às ruas do Centro Histórico, como a da Arrochela, que já deviam ter sido resolvidos.
«Sendo uma população envelhecida a que reside neste local, muitas vezes necessitam dos Bombeiros e estes chegam a ter que transportar os doentes nas macas, muitos metros, até chegarem à ambulância, porque não conseguem passar com os veículos. Felizmente, ainda não houve aqui nenhum incêndio», explicou o autarca.
Na opinião de Mário Godinho, a Comissão de Trânsito de Silves não deveria ter sido esquecida no programa Polis.
Por isso, «a Junta de Freguesia continuará a denunciar as situações e a esperar que a autarquia ouça a Comissão, pois há oito anos que esse organismo não se reúne e isto diz tudo».
O «barlavento» tentou obter esclarecimentos de Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, mas até hoje não foi possível falar com a autarca.
2 de Julho de 2008 | 14:45
ana sofia varela
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