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Livro «Maddie - A Verdade da Mentira» é lançado por Gonçalo Amaral quinta-feira em Lisboa

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joão tiago Ver Fotos »
Gonçalo Amaral

O livro do ex-inspector da Judiciária Gonçalo Amaral, "Maddie, a verdade da mentira", é apresentado quinta-feira, às 18:30, no centro comercial "El Corte Inglés", em Lisboa, e o autor da obra anuncia que "contém revelações únicas".

O livro "Maddie - A verdade da mentira", publicado pela editora Guerra e Paz, tem 224 páginas, oito delas páginas extra-textos, vai custar 13,30 euros ao consumidor e é apresentado quinta-feira, dia 24, pelo ex-director da Polícia Judiciária Marques Vidal no restaurante do sétimo piso do "El Corte Inglês".

A frase apelativa "Leitura reservada, contém revelações únicas", assinada pelo próprio Gonçalo Amaral, ex-coordenador da investigação do "caso Madeleine McCann", aguça o apetite dos curiosos pelo processo mais mediatizado dos últimos tempos em Portugal: o desaparecimento de Madeleine McCann a 03 de Maio de 2007 na Praia da Luz, Lagos, Algarve.

"Este livro surge da necessidade que senti de repor o meu bom nome que foi enxovalhado na praça pública sem que a instituição a que pertencia há 26 anos, a Polícia Judiciária Portuguesa, tenha permitido que me defendesse ou que o fizesse institucionalmente. Pedi autorização para falar nesse sentido, pedido ao qual nunca recebi resposta (...). Mais tarde fui afastado da investigação. Entendi então que era a hora de fazer a minha defesa pública. (...) Pedi imediamente a passagem à aposentação de forma a adquirir a plenitude da minha liberdade de expressão", afirma Gonçalo Amaral num documento da editora a que a Lusa teve acesso.

A menina britânica Madeleine McCann, na altura com três anos, desapareceu do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos, Algarve, quando estava no apartamento com os irmãos gémeos também menores e enquanto os pais jantavam num restaurante do Ocean Club na companhia de um grupo de amigos ingleses.

Segundo Gonçalo Amaral, o livro tem o propósito de "contribuir para a descoberta da verdade material e a realização da Justiça", na investigação conhecida como "caso Maddie", acrescentando que uma investigação criminal "apenas se compromete com a busca da verdade material" e que "não se deve preocupar com o politicamente correcto".

Depois de mais de 14 meses de investigação e inquérito, que implicou a constituição de três arguidos, entre os quais os pais da criança desaparecida, o Ministério Público decidiu hoje arquivar o inquérito relativo ao desaparecimento de Madeleine McCann e levantar a condição de arguido aos pais da menor e a Robert Murat, ressalvando que pode reabrir o processo caso surjam "novos elementos de prova".

Gonçalo Amaral nasceu a 02 Outubro de 1959 na aldeia de Torredeita, a 10 quilómetros de Viseu, de onde saiu aos três meses para ir viver para Lisboa. Viveu também no Barreiro.

Aos 22 anos, quando estudava engenharia electrotécnica no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, optou por ingressar no curso de agentes da PJ, onde ficou em 12º lugar num total de 40 candidatos.

Em 1992/1997, Gonçalo Amaral licenciou-se em Ciências Jurídicas e Criminais, no período nocturno, na Faculdade de Direito de Lisboa, ficando com média de 12 valores.

O último dia na Polícia Judiciária de Gonçalo Amaral foi a 30 de Junho deste ano e entre 03 de Maio e 02 de Outubro de 2007 foi o coordenador pelas investigações do "caso Madeleine McCann"

No dia em que abdandonou a Directoria de Faro da Polícia Judiciária, local para onde foi depois de ter sido exonerado do "caso Maddie", Gonçalo Amaral disse à Lusa que se ia reformar da PJ principalmente para atingir a "plenitude de liberdade de expressão" e, consequentemente, poder defender-se.

21 de Julho de 2008 | 20:20
agência lusa

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