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A mãe de um colega está a acabar o 12º ano num curso das Novas Oportunidades e, de vez em quando, pede ajuda aos filhos, universitários, para corrigir alguns textos que constam dos trabalhos pedidos. Mas esse meu colega quase já desistiu de fazer correcções, porque as que faz são, por norma, totalmente alteradas pelos professores que dão aulas nas Novas Oportunidades. Isto para grande desalento dele, porque as correcções incidem sobre coisas tão estranhas como…colocar uma vírgula entre o sujeito e o predicado. Isto na disciplina de Português, sublinhe-se.
Uma vírgula onde não deve ser colocada é, de facto, uma moda errada e estranha que invadiu a escrita desta nossa massacrada Língua Portuguesa. Assim como o facto de ninguém parecer saber já para que lado são os acentos no «à», se há de haver leva agá ou não, quando é que o cê leva cedilha…
Nos meus tempos de escola – e não sou assim tão velha, convenhamos – estas coisas aprendiam-se nos bancos da Escola Primária. E dar erros era motivo de castigo e de humilhação para os estudantes.
Hoje, parece que se tornou giro dar erros, assim como poucos pais se preocupam com o facto de os seus filhos não serem bons a Matemática. «Eu também era mau», argumentam esses pais. E por isso não se importam que os seus filhos lhes sigam o (mau) exemplo.
Mas, para mim, o que é grave é quando pessoas que fazem do uso da Língua Portuguesa a sua profissão também não sabem escrever. E estão nesta categoria os jornalistas – alguns – e os professores – alguns.
O problema é que Portugal enveredou por uma cultura de facilitismo a todos os níveis, de falta de exigência e de rigor. Um caminho perigoso, que dará certamente maus resultados num futuro não muito distante.
E nem quero imaginar como será quando for preciso aplicar o Acordo Ortográfico. Ou será Hortográfico?
3 de Julho de 2009 | 14:54
elisabete rodrigues
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