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Uma Villa de Inovação e Desenvolvimento, uma plataforma logística que abrange três freguesias, a reconversão da Fissul e o desassoreamento e limpeza extensiva do rio Arade são alguns dos projectos vão permitir que o concelho seja um pólo de atractividade. O que é preciso fazer para tirar partido das potencialidades e afirmar um concelho no contexto nacional e internacional?
Em Silves, a resposta é clara e foi apresentada, na sexta-feira, na Fábrica do Inglês: atrair investimento, apostar nos pontos fortes e melhorar os fracos, conhecer as mais-valias. Mas estes são apenas alguns dos passos que definem o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Silves (PEDS), elaborado pela Câmara Municipal.
E para Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, não restam dúvidas de que o plano é uma forma de «apontar um caminho para o desenvolvimento», devendo o PEDS «funcionar como uma referência orientadora». Foi essencial, por isso, definir uma visão para o futuro de Silves, bem como os pilares estratégicos que estabelecem linhas orientadoras para as principais actividades do concelho.
No entanto, de todos os projectos que o PEDS engloba, destacam-se os que são considerados âncora, como a criação de uma Villa de Inovação e Desenvolvimento, um Observatório do Risco e Escola de Prevenção e Segurança (protecção civil), a implementação da Acessibilidade e Mobilidade para todos e a qualificação e diversificação da oferta turística.
Por outro lado, há a reconstrução do Fissul, porque o concelho não dispõe de equipamentos multiusos competitivos para responder, por exemplo, às exigências do turismo de negócios.
O estudo «Algarve – Meeting Industry» apresentado em Junho, referia que Silves estava em 11º lugar a nível de capacidade de lugares em formato de plateia, com três espaços e 360 lugares, muito distante dos primeiros da tabela: Loulé (14 mil lugares) ou Portimão (11 mil).
Há ainda a Plataforma Logística que abrange três freguesias e permitirá que o concelho seja um ponto central no Algarve, destacando-se a pretensão da influência sobre a Andaluzia, em Espanha.
Não fica esquecido também o desassoreamento do rio Arade, uma obra que Isabel Soares acredita que, se não for realizada como previsto, até poderia ser assumida pela autarquia, porque a autarca tem «a certeza de que as despesas da obra são pagas com o próprio desassoreamento».
A presidente garantiu, entretanto, que sabe que o IPTM já «adjudicou, após a análise das propostas apresentadas, o projecto de execução da obra. Segundo informações do IPTM, até ao final do ano, o projecto de execução estará pronto».
Mas há muitos outros projectos ligados aos sete pilares do desenvolvimento estratégico (turismo, cultura e património, agricultura, silvicultura e vitivinicultura, ordenamento do território e sustentabilidade ambiental, inovação, conhecimento e logística, o comércio, restauração e serviços, e cultura cívica, educação e desporto).
O objectivo é promover, qualificar, diversificar e apostar nas actividades ligadas aos sete sectores que poderão vir a ser a sustentação do concelho.
Para elaborar o PEDS, Isabel Soares afirmou ter havido um longo percurso.
«Foram realizados mais de 300 inquéritos à população, dois fóruns de sustentabilidade e desenvolvimento, três dias de trabalho de campo com cada presidente da Junta de Freguesia», bem como reuniões com o executivo, dirigentes e Assembleia Municipal.
Por outro lado, o PEDS teve em conta outros estudos e instrumentos como a Estratégia de Lisboa, o QREN, o PNPOT, o Protal ou o PENT.
8 de Agosto de 2009 | 08:15
ana sofia varela
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