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Dez cidades portuguesas juntam-se, a partir de terça-feira, à Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência, num apelo ao desarmamento que conta com a participação de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo.
Portugal é um dos 103 países que a Marcha vai percorrer e é também aquele onde serão atravessadas mais cidades, afirmou o Coordenador da Rota Galiza-Portugal, Emílio Rubio.
O percurso português tem início em Valença do Minho, terça-feira, seguindo-se Viana do Castelo e Braga, Famalicão, Porto, Aveiro, Vouzela, Viseu, Coimbra, Tavira e Lisboa.
"O principal objectivo é reivindicar o desmantelamento do armamento nuclear", adiantou Emílio Rubio. "O arsenal nuclear está a aumentar e ao mesmo tempo há cada vez mais grupos fora de controlo que podem ter acesso a essas armas".
A Marcha apela à mobilização de todos os cidadãos e conta também com a adesão de notáveis internacionais e portugueses como Mário Soares, Siza Vieira e José Saramago, em Portugal, os prémios Nobel da Paz Desmond Tutu e José Ramos-Horta, o cineasta Pedro Almodóvar, o músico Lou Reed, o actor Viggo Mortensen, o escritor Mia Couto ou o Dalai Lama.
Está prevista a realização de diferentes iniciativas desportivas, culturais ou artísticas, mas haverá um denominador comum na passagem pelas cidades: um desfile simbólico de um ou dois quilómetros e a entrega de três documentos: um manifesto sob a forma de uma "Carta aberta de um cidadão aos poderosos do mundo", uma carta da Associação de Prémios Nobel da Paz e outra da associação "Mayors for Peace", liderada pelo presidente da câmara de Hiroxima.
A vila de Vouzela vai acolher um Parque de Estudo e Reflexão, um projecto que pretende criar um lugar inspirado nos valores da Marcha Mundial e que pretende ser um ponto de encontro e intercâmbio sobre os valores da Paz e a da Não-Violência, de acordo com um comunicado da organização.
A Marcha Mundial, a primeira a percorrer todo o planeta, começou na Nova Zelândia, a 2 de Outubro, e terminará junto à cordilheira dos Andes, na localidade de Punta de Vacas, na Argentina, a 2 de Janeiro de 2010.
31 de Outubro de 2009 | 09:09
agência lusa
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