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Novo autarca assume preocupação pela situação financeira do concelho que obriga a maior rigor. Carlos Tuta assumiu posse como vereador da oposição TEMAS: Autárquicas 2009 A mudança sufragada a 11 de Outubro em Monchique já foi passada para o papel e Rui André já entrou em funções.
O novo autarca, eleito pelo PSD, tomou posse na passada segunda-feira, no pequeno salão nobre dos Paços do Concelho de Monchique, sem espaço para acolher todas as pessoas que quiseram assistir à cerimónia.
Assinada a tomada de posse e feitas as promessas de cumprimento das funções, Carlos Tuta, que é agora vereador da oposição, foi o primeiro a discursar.
Em poucas palavras, o autarca cessante, que se manteve 26 anos e 10 meses à frente dos destinos do concelho, desejou ao novo executivo «boa fortuna, boas ideias e um bom trabalho para Monchique».
Tuta mostrou-se ainda disponível para «colaborar e ajudar no que for necessário», mas também para «estar em desacordo quando for preciso estar em desacordo».
Por fim, Carlos Tuta agradeceu aos presentes por terem-no «aturado» ao longo dos sete mandatos enquanto presidente da Câmara. «Obrigado a todos por me terem aturado nestes 26 anos e 10 meses», disse.
Mais longo foi o discurso de Rui André, que relembrou as suas propostas para o concelho apresentadas no programa eleitoral, reforçando sempre a componente social como uma das prioridades para o seu mandato.
O autarca considerou ainda que o concelho de Monchique «perdeu há muito o contacto com o pelotão da frente», mas garantiu que «não pouparemos esforços para conseguir acompanhar as práticas governativas que proporcionam melhor qualidade de vida às populações».
Em relação à situação financeira do município, Rui André disse que esta é «muito preocupante» e obrigará o novo executivo a ser «mais rigoroso, mais eficaz e com um plano de reequilíbrio financeiro bastante claro».
Rui André que disse ainda querer ser «o maestro de uma orquestra que tocará os hinos da justiça social, da oportunidade para todos, do progresso e do futuro», reforçou a intenção de pressionar o Governo para a construção de uma nova ligação viária entre vila serrana e Portimão.
O discurso foi concluído com um agradecimento ao anterior executivo e a Carlos Tuta «por aquilo que de bom fez por Monchique» e também com um apelo «a uma boa coordenação entre os órgãos eleitos».
No final da cerimónia, em conversa com o «barlavento», Rui André disse sentir «um misto de felicidade e responsabilidade, pois tenho um peso muito grande em cima dos ombros. Tenho nas minhas mãos o futuro desta terra».
O novo autarca que quer «criar melhores condições de vida para a população», anteviu os primeiros tempos e as primeiras medidas a tomar enquanto presidente da Câmara.
«A primeira atitude é perceber como estão a funcionar os serviços e como as pessoas estão a trabalhar. Pouco a pouco, irei implementar a minha ideia e aquilo que pretendo, mas não farei uma reforma de um dia para o outro. Primeiro quero conhecer a situação, e só depois irei pôr a minha mão aqui ou ali onde for necessário».
Segundo Rui André, os «primeiros tempos serão dedicados à área social e ao empreendorismo. Pretenderei também que, dentro de pouco tempo, se veja na vila, no espaço público, um pouco daquilo que é a minha ideia. Quero fazer uma limpeza e uma melhoria de situações que se vêm arrastando ano após ano e que quero que sejam melhoradas, para que se sinta que algo mudou e que vai mudar no futuro».
Se para a Câmara Municipal de Monchique ganhou o candidato do PSD, na Assembleia Municipal de Monchique, a maioria continua a ser do PS. No entanto, esta situação não deixa Rui André muito preocupado.
«O povo de Monchique quis que o PSD e o PS se organizassem e que trabalhassem em conjunto. Foi essa a mensagem que percebi. Eu irei trabalhar com a ideia de que estamos todos a puxar para o mesmo lado e não acredito que a bancada do Partido Socialista possa ser uma força de bloqueio ao meu executivo. Por isso, haverá uma abertura total da minha parte para receber propostas para os orçamentos e planos de actividades. Este resultado veio contribuir para a qualidade da democracia em Monchique», concluiu.
6 de Novembro de 2009 | 14:36
nuno costa
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