rui pando gomes
Ver Fotos »
Aqui vai nascer o Amendoeira Golfe
|
|
Grupo Oceânico já está a preparar os terrenos onde vão ser construídos os dois campos de golfe do empreendimento. Construção de infra-estruturas arranca em Maio. TEMAS: Turismo Apesar de ainda aguardar pelo licenciamento passado pela Câmara de Silves, o Grupo Oceânico já está a preparar os terrenos onde vão ser construídos os dois campos de golfe do empreendimento Amendoeira Golf, na Herdade da Lameira, em Alcantarilha.
«Estamos a fazer trabalhos de limpeza dos locais onde vão ser feitos os campos de golfe e estamos à espera de uma licença especial da Câmara de Silves para realizar estas acções», justificou ao «barlavento» Rui Mateus, o arquitecto que representa o grupo de capitais irlandeses.
Estes trabalhos acontecem numa altura em que já foi adjudicada a construção das infra-estruturas ao consórcio Neocivil/MSF e Maja, mesmo sem uma data certa para o início das obras.
Foram apresentadas 23 propostas no concurso para a construção das infra-estruturas e três para dar forma aos dois campos de golfe. Depois de já ter sido conhecida a empresa que vai construir os relvados, na passada semana foi conhecida a que vai construir as infra-estruturas de todo o empreendimento.
Mesmo assim, o grupo ainda espera pela «conclusão do licenciamento», nas mãos da Câmara de Silves. A autarquia garante que já recebeu todos os pareceres necessários para dar sinal verde às obras e só falta passar a licença de construção.
Por outro lado, os responsáveis do Oceânico ainda aguardam uma resposta da empresa Águas do Algarve, sobre a possibilidade dos campos de golfe virem a ser alimentados por efluentes reciclados da nova ETAR a ser construída entre Silves e Albufeira.
Esta foi uma das condições e propostas apresentadas pelo Estudo de Impacto Ambiental, ao nível dos recursos hídricos. Ou seja, quando a ETAR começar a funcionar, o empreendimento deverá estar preparado para receber efluentes tratados para regar os campos de golfe e os jardins.
Apesar destes condicionantes, Rui Mateus acredita que, «durante o próximo mês, já deve estar tudo em condições para que a empresa vencedora do concurso comece a construção das infra-estruturas».
Por isso, a obra já foi adjudicada e deverá começar em Maio. Quanto à construção do hotel e componente imobiliária, vai haver um outro concurso público, para encontrar a empresa ou empresas com melhores condições para o fazer.
Nesta vertente, o grupo ainda espera por uma resposta da Agência Portuguesa para o Investimento (API), sobre a possibilidade do projecto vir a ser considerado um Projecto de Interesse Nacional (PIN), uma distinção que lhe permitiria aumentar o número de capacidade, a nível de quartos, atingindo uma distinção internacional.
Segundo o representante do Oceânico, «ainda não houve nenhuma resposta da parte da API, porque o processo só foi enviado à cerca de um mês».
27 de Abril de 2006 | 09:35
rui pando gomes
|